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Blog literário criado em 29/08/2008, na cidade de Blumenau-SC.


10 de mar. de 2010

Epicentro de uma tragédia




Baixe, gratuitamente, o meu mais recente livro: Epicentro de uma tragédia - Relatos e dramas de policiais militares que estiveram no centro da catastrofe que atingiu Santa Catarina em novembro de 2008.

22 de fev. de 2010

Convite - lançamento de livro digital



Livro: Epicentro de uma tragédia - Relatos e dramas de policiais militares que estiveram no centro da catástrofe que atingiu Santa Catarina em novembre de 2008.

Autor: Paulo Roberto Bornhofen

Local: Auditório Carlos Jardim - Fundação Cultural de Blumenau

Data: 09 de março de 2010

Horário: 20horas

O que é Epicentro de uma tragédia?

É um livro resultante da entrevista com policiais militares que atuaram em Blumenau e região durante a catástrofe de novembro de 2008.

Estas entrevistas resultaram em 12 histórias que narram os dramas pela ótica dos policiais militares envolvidos.

Leia o texto Três formas de terror que é parte integrante do livro.

Abraços,

Paulo R. Bornhofen
Escritor

16 de fev. de 2010

Discurso de posse na presidência da Sociedade Escritores de Blumenau

Autoridades anteriormente nominadas pelo cerimonial, senhoras e senhores.

Agradeço a presença de todos que aqui vieram para prestigiar este ato de posse da nova diretoria e dos conselhos da SEB.

Vocês não irão ouvir qualquer tipo de promessa para este ano. Vão ouvir, apenas, uma certeza de comprometimento, meu, da diretoria e dos conselhos que hoje tomam posse.

Comprometimento com a causa literária através da SEB. A nossa diretoria tem sim alguns projetos que com certeza irão causar um belo impacto na cultura da nossa querida Blumenau. Como vocês podem ver, nossas pretensões não são pequenas. Até porque eu não entendo a razão para se pensar pequeno. Estes projetos serão detalhados, em um primeiro momento, para o Conselho Consultivo e posteriormente para a Assembleia Geral.

Adianto apenas, que o nosso carro chefe será o projeto Amigo do Leitor. Projeto este que já conquistou a parceria da Fundação Cultural de Blumenau e que irá distribuir, gratuitamente, para os leitores de Blumenau, um mínimo de 3.000 livros. Reitero o meu entendimento de que aqui e agora não é o momento adequado para entrar em detalhamentos, sirvo apenas um leve e delicioso petisco para que todos sintam aquela vontade de compartilhar junto à SEB esta importante temporada literária que iremos viver ao longo de 2010.

Como não irei me alongar, reitero os meus agradecimentos, assumindo o compromisso de canalizar as minhas energias, como presidente desta entidade, que no ano passado completou seus 10 anos, para que o nosso lema não seja apenas uma bela frase, ou uma frase de impacto e sim uma certeza: SEB - COMPROMISSO COM O LEITOR.

Obrigado!

Paulo Roberto Bornhofen – Presidente SEB 2010.

Fax – Tecnologia pré-histórica

A tecnologia da comunicação vem experimentando avanços extraordinários em nossos dias. A internet tem lá sua parcela de “culpa” com os e-mails, programas de mensagens instantâneas, blogs, redes sociais e tantas outras.

Não faz muito tempo que o suprassumo da tecnologia da comunicação era o aparelho de fax, ou melhor, o fac-símile. Nos primórdios da era do fax era preciso ter uma linha telefônica dedicada exclusivamente para a engenhoca tecnológica. Era coisa pra pouca gente, como se costuma dizer.
Para minha surpresa, o tal do fax resiste aos avanços tecnológicos. Até pensei em dizer que ele resiste bravamente, mas acontece que o verdadeiro bravo é quem inadvertidamente resolve operar um destes aparelhos. É uma verdadeira operação de engenharia.

Dias destes fui testemunha ocular, e por pura incompetência não me tornei coautor no ato de operar uma destas geringonças. Garbosamente a jovem instalou o aparelho sobre sua mesa. Algo enorme, para os nossos padrões, um trambolho pavoroso, talvez seu volume fosse igual ao de uns quatro ou cinco laptops empilhados, ou de no mínimo uns trinta celulares. Egoisticamente passou a ocupar mais de trinta por cento da superfície da mesa.

Ligar o equipamento foi tarefa mais fácil e que foi vencida rapidamente. Agora a jovem estava diante de um enorme desafio: fazê-lo funcionar. Primeiro era preciso instalar uma bobina, mas não a de papel em branco. Era uma bobina de papel carbono. Isso mesmo, presenciei a união de duas tecnologias altamente obsoletas, o fax e o carbono. Bela dupla, se fosse o nome de uma dupla de cantores ao estilo sertanejo-universitário poderiam até fazer sucesso: “fax e carbono”.

Foi neste momento que eu quase participei como coautor, mas tive que render-me diante da total e completa incompetência em manusear tal artefato paquidérmico. Pedi para ver o manual e quando li a primeira linha de instruções fui tomado por um estado de puro pânico. Um pavor se apossou de minha alma, o tal do manual mandava virar o conjunto da bobina de cabeça para baixo... Desisti! Se assim era o começo não queria saber o restante.

Mas a jovem não. Diferentemente do restante do universo feminino, ela não se intimidou diante de tal desafio tecnológico. Eu até sei que as mulheres são obstinadas, que não desistem perante o primeiro obstáculo, desde que este não seja um equipamento eletrônico. Todos já presenciamos as nossas ladies operando, ou tentando operar, um simples controle remoto.

Voltemos ao herdeiro do sinal de fumaça, sim, ao fax. Mexe daqui, mexe dali, vira de ponta cabeça (a bobina, depois o fax e quase que a própria jovem), enrola pra lá, enrola pra cá; agora desenrola tudo e eis que o aparelho ganha vida. Começa a funcionar, só faltou uma palmadinha, como se faz com os recém-nascidos.

Faltava ainda a prova final. Seria o aparelho capaz de enviar e receber uma mensagem, ou melhor, um texto impresso em papel? Isto já não era mais um simples questionamento, era um verdadeiro dilema. Naquele momento representava a pedra filosofal da comunicação por via eletrônica.

Em um devaneio, imaginei como teria sido a sensação do inventor do fax ao realizar o primeiro teste. Se não funcionar? Retornando ao nosso amigo fax, só tinha um jeito de saber. Um texto deveria ser enviado. Imediatamente uma folha impressa foi providenciada. Uma euforia tomou conta do ambiente. Sem nos importarmos com o seu teor, aquele texto adquiriu importância ímpar, tal qual a carta de Pero Vaz de Caminha que deveria ser entregue ao Rei, aquele texto deveria ser transmitido e acima de tudo, recebido por outro “fax-sauro”. Pronto, texto enviado.

Passados alguns instantes, eis que surge a jovem exibindo uma pálida folha de papel com a reprodução do texto anteriormente enviado. Majestosamente ergueu o texto com ambas as mãos, e assim como faz o ganhador da maratona olímpica do alto do pódio, exibiu o troféu representando sua vitória. Maravilha.

Pensando bem até que faz sentido todo este sentimento de vitória, pois preservadas as devidas proporções, o que eu havia presenciado tinha sido uma autêntica batalha épica, pelo menos as armas usadas pertenciam a um tempo muito, mas muito longínquo.

6 de jul. de 2009

Discutindo Relação


Desde os tempos de Adão
Que o homem sofre de solidão
De ajuda veio a Eva, um partidão.
A que se entregou não ao Adão,
Mas à maçã, o fruto da perdição

Audaciosa veio a perder o paraíso
Só ela não foi, levou Adão, o indeciso
Expulsos, cobriram o que era preciso
Em par trilharam caminhos imprecisos
Adão desde então não tem mais juízo

Por culpa de Eva, Adão se envolveu
Desde o paraíso não se sabe o que sucedeu
Eva jura que foi tentada pelo bicho que apareceu
Adão diz que só comeu o que Eva ofereceu
Por causa deles a humanidade se perdeu

Solidão o homem não comporta
Precisa de uma mulher, mesmo que por via torta
Só a mulher vive bem, não se importa
A companhia de um homem, até que suporta
Relação que requer o cuidado de uma horta

Se entrar erva daninha a coisa complica
Quando Adão olha pro lado a Eva implica
Grita, chora, faz de tudo, em nada simplifica
Adão, de joelhos o perdão suplica
Eva, satisfeita, finge que abdica

Desta relação, nada simplista, surgiu o amor
Adão ama, ao seu modo, com muito fervor
Eva, também, só que o seu é manipulador
Quando não se entendem gera muita dor
Transformando o coração em órgão sofredor

Desde outrora, esta é a história, de Eva e Adão
Que sempre se repete, mas, contar é preciso
Principalmente aquela, que nunca se esclareceu
Quando e onde a esperança se personifica
E, para transformar tragédia em um lindo caso de amor
Só deixando por conta de um poeta sonhador


Paulo Roberto Bornhofen

30 de jun. de 2009

Justiça

29 de jun. de 2009

MULHER

Muitos, por ela choraram
Outros, por ela imploraram
Poucos, por ela negaram
Todos, por ela imaginaram
Guerreiros, por ela lutaram
Pacifistas, por ela reivindicaram
Filósofos, por ela suspiraram
Ateus, por ela negaram
Crentes, por ela rezaram
Cientistas, por ela estudaram
Políticos, por ela tramaram
Homens, por ela apenas foram HOMENS

Paulo Roberto Bornhofen
13/02/2009

Desencontros de felicidade

Pedra rolando solitária
Cama cheia de metade
Sofrimento!

Triste aroma de paixão
Relógio sem corda
Torneira bradando soluços
Terror!

Porta que grita
Pés se arrastando
Fêmea exaurida
Amor esgotado
Felicidade!

Paulo Roberto Bornhofen
20/06/2009

Confissão

Sofro para entender!
sem saber (poesia)?
Sossego
A resposta não está
no poeta
Palavra
“No inicio havia a palavra
e a palavra foi aceita”.
Eureca, (se) fez o poeta.

Paulo Roberto Bornhofen
20/06/2009

Acordes poéticos



No mundo das letras a poesia é um espaço em que não transito muito bem. Posso dizer que estou aprendendo a dar os primeiros passos. Neste exercício, de aprendizado, estou seguindo a regra fundamental que diz que para escrever é preciso ler, ler bastante. Por isso, foi com alegria que recebi o livro Acordes Poéticos: cartas, poemas e canções, da minha amiga Fabiana Lange. O livro carrega uma característica interessante, a produção da Fabiana é entremeada pelos comentários de seu companheiro, o também poeta, Ricardo Brandes.

A obra da Fabiana tem uma característica bem interessante, é a forma como os textos poéticos estão organizados, é uma sequência que não chega a ser totalmente linear, mas permite ao leitor acompanhar um crescente de emoções, como em uma sinfonia, fazendo jus ao nome. No livro é possível captar a alma sensível de uma jovem, mas não inexperiente poeta que se permite ser explicita na pureza das emoções.

Alguns temas são recorrentes em sua construção poética, entre eles a paz, a amizade, a angustia, a solidão, que na seqüência é confrontada com a vida familiar, explicita no amor a afilhada. Alias, o amor, a paixão, o desejo, o amor carnal, a entrega são retratados cada um dentro de sua peculiaridade. Esta temática, sim, pode-se dizer que segue um crescente linear que começa com a paixão, evoluindo para o desejo, que logo se mostra vencedor quando o poema “Indefesa” se apresenta como uma oração de confissão da entrega ao amado, o desejado. Momento em que a mulher aflora em toda a sua complexidade.

Ler Acordes Poéticos é acompanhar o amadurecimento da menina-moça que se transforma em mulher. Mulher forte que se apresenta em várias modalidades, a mulher feminina, a mulher (que vai ser) mãe, a mulher, simplesmente em oposição ao masculino, que não pode ser mãe, mulher poeta.

Como em uma produção musical, Acordes Poéticos, tem sua apoteose, que para mim está representada em dois poemas, não por acaso os dois últimos, Vida de Casal e Você, que para saber só lendo.

Paulo Roberto Bornhofen