
Desde os tempos de Adão
Que o homem sofre de solidão
De ajuda veio a Eva, um partidão.
A que se entregou não ao Adão,
Mas à maçã, o fruto da perdição
Audaciosa veio a perder o paraíso
Só ela não foi, levou Adão, o indeciso
Expulsos, cobriram o que era preciso
Em par trilharam caminhos imprecisos
Adão desde então não tem mais juízo
Por culpa de Eva, Adão se envolveu
Desde o paraíso não se sabe o que sucedeu
Eva jura que foi tentada pelo bicho que apareceu
Adão diz que só comeu o que Eva ofereceu
Por causa deles a humanidade se perdeu
Solidão o homem não comporta
Precisa de uma mulher, mesmo que por via torta
Só a mulher vive bem, não se importa
A companhia de um homem, até que suporta
Relação que requer o cuidado de uma horta
Se entrar erva daninha a coisa complica
Quando Adão olha pro lado a Eva implica
Grita, chora, faz de tudo, em nada simplifica
Adão, de joelhos o perdão suplica
Eva, satisfeita, finge que abdica
Desta relação, nada simplista, surgiu o amor
Adão ama, ao seu modo, com muito fervor
Eva, também, só que o seu é manipulador
Quando não se entendem gera muita dor
Transformando o coração em órgão sofredor
Desde outrora, esta é a história, de Eva e Adão
Que sempre se repete, mas, contar é preciso
Principalmente aquela, que nunca se esclareceu
Quando e onde a esperança se personifica
E, para transformar tragédia em um lindo caso de amor
Só deixando por conta de um poeta sonhador
Paulo Roberto Bornhofen
3 comentários:
Como sempre, escrevendo com maestria....
Adorei...
abraços e todo sucesso
Oi Paulo
Começando pelas poesias, acabei por mergulhar na leitura do teu blog. Confesso que tive certa dificuldade em parar. Só não li mais por hoje, que as vistas já não deixam.
Estás de parabéns! É um dos primeiros blogs brasileiros que me deu tanto prazer em ler.Fez-me curiosa a respeito dos teus livros.Vou querer conhecer!
Grande abraço...Eu volto!
Paulo, reformulei minha página e mudei o domínio.
Segue aí:
http://www.carosblogueiros.blogspot.com/
Abraço.
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