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Blog literário criado em 29/08/2008, na cidade de Blumenau-SC.


26 de jun de 2009

Morreu



Ao chegar em casa, por volta das 23:00hs, fui dar aquela zapeada costumeira pelos canais de TV. A notícia era uma só: a morte do Michael Jackson, até nos canais de esporte. Só ficaram de fora os famosos programas de venda, os demais só apresentavam isso.

Como sempre ocorre quando morre alguma celebridade, desta vez não foi diferente. Eram só comentários enaltecendo a figura, a pessoa maravilhosa e outras qualidades do finado. Não quero entrar no mérito do que os comentaristas falavam, até porque não conheço o Michael Jackson. Não este que morreu ontem.

O Michael Jackson que eu conheci morreu faz muito tempo. Era um jovem, negro, cantor, dançarino, coreografo e muitas outras coisas. Cantava, vendia discos como ninguém. Esse morreu faz tempos. Deu lugar a outro Michael Jackson. O de pele esbranquiçada, envolto em escândalos, que vivia recluso, que não cantava e não dançava.

O primeiro foi morrendo aos poucos, ao longo dos anos. O outro morreu de forma súbita, envolto em mistérios. Acho que é em razão disso a diferença que o impacto de ambas as mortes causou.

Em meio à multidão de fãs que eram entrevistados e junto aos outros milhões que se manifestaram pela internet, uma corrente começou a tomar corpo. Entre as teorias surgiu uma que dava conta de que Michael Jackson na verdade não havia morrido.

Faz sentido. Eu creio que ele realmente se retirou para uma vida mais tranqüila, equilibrada. Foi viver ao lado do ex-sogro, o Rei do Rock, Elvis Presley. Agora eu concordo. Sim, por que Elvis não morreu. Eu tive a prova de que o Rei está vivo, durante viagem ao Tahiti.

Como prometi ao próprio Rei nunca revelar como foi nosso encontro, em 2006, no Tahiti, não posso falar nada. Promessas ao Rei são para serem cumpridas. Lamento mas mais do que isso não posso dizer.

Já posso até ver, o dois, sogro e genro, curtindo o paraíso (Tahiti).


Paulo Roberto Bornhofen
26/06/2009

...and the winner is Mr. Santana (o Joel)


Nos últimos dias o senhor Joel Santa tem sido alvo das mais variadas piadas. Tudo por causa do seu modo peculiar de falar inglês. Logo nós, brasileiros, que nem conhecemos direito o nosso idioma, que, aliás, não é nosso, é de Portugal. Estamos metidos até o pescoço com a tal da reforma ortográfica, mas não perdemos a oportunidade de tirar uma lasquinha do Joel Santana.

Tudo isso por quê? Simples, é a mais pura dor de cotovelo! O cara é um vencedor. E isso incomoda. Tem gente dizendo que ele é um analfabeto. Tudo bem elegemos um para ser o nosso presidente (Mr. President). Em sendo ele um analfabeto isso é por acaso algum impedimento para ser um vencedor? Claro que não.

Talvez estejamos estranhando um pouco a fórmula “Joel Santa”. Geralmente costumamos ter outros tipos de ídolos. Que tal um cara famoso como o cantor Belo, aquele do envolvimento com os traficantes? Ou então a cantora Amy Winehouse, aquela que vive drogada. Temos, ainda, o Kurt Kobain, que não agüentou a fama e se matou. Quem sabe a Paris Hilton, que faz vídeo pornô caseiro pra todo mundo ver na internet. Pensando bem, melhor não. Acho que não seria legal um pornô com o Joel.

Mr. Joel fica na dele. Apresenta as suas credenciais, diz que já foi treinador no Japão, na Arábia Saudita, nos Emirados Árabes e agora é a vez da África do Sul, a Bafana Bafana. “É assim que eu coloco o arroz e o feijão lá em casa” disse, candidamente. Que arroz e que feijão seu Joel! Mesa globalizada essa da sua família. Morram de inveja aqueles que se contentam com o arroz e feijão tupiniquim.

Quando perguntaram pra ele do currículo ele disse que não tinha, que tinha testamento. Parabéns Mr. Joel. Continue com o seu Inglês, não se intimide com os invejosos. Diga que tem um belo “legacy” para deixar. Já pensou a turma toda rindo do senhor e dizendo: “po... meu, o cara ganha essa grana toda e só vai deixar um carro de herança! Qual é meu, o que ele fez com o todo o dinheiro? “Caraca velho”, pelo menos podia ser um aviãozinho da Embraer, completa, rindo, outro gaiato.”

Let´s play, Mr. Joel, let´s play. Afinal de contas, who lets the dogs out?
Paulo Roberto Bornhofen
25/06/2009